sexta-feira, 27 de setembro de 2013

São mariquices, mas são minhas!

Eu até não fiz grande alarido com o fim das férias, nem com o início do Outono, nem com a primeira chuva, mas não posso deixar de marcar este dia, como o primeiro, desde há vários meses, em que uso calças. E eu detesto calças.
A trovoada desorientou-me logo de manhã; primeiro, acordou-me com luzes a acender e a pagar e fazendo do quarto uma discoteca tardia - há músicas menos melodiosas - uma vez que durmo com os estores levantados. Depois empurrou-me para a secção de calças que a de calções não me pareceu apropriada, a de saias só tem exemplares curtos e já imaginava o vento a piscar-me o olho enquanto as levantava.
Não tendo senão sandaletes ali nas redondezas, vai de ténis, tanto mais que é sexta-feira, casual day.
Manga curta e - voz de tia - um corta-vento impermeável. Porém, a chuva era tanta que tive que ir desencantar um objecto com o qual tenho uma má relação: um chapéu-de-chuva.
Assim, sai para a rua nesta figurinha... com chapéu-de-chuva e ténis, coisas que não pegam, não fazem pandan. É claro que estou chata, irritada e mal disposta e não é pelos ténis, que não perco oportunidades de os usar mesmo no trabalho, mas o chapéu-de-chuva não vai com ténis, é uma afronta aos próprios ténis, lindos, maravilhosos, confortáveis, o chapéu-de-chuva, decididamente, não pega comigo. Hoje usei-o como quem toma um medicamento e amanhã espero estar melhor.

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