terça-feira, 18 de setembro de 2012

Estratégia musical


Uma grande amiga convidou-me para um evento de moda onde ela vai participar profissionalmente, mostrando o que tem para vender numa loja de bairro que ela conseguiu fazer passar do zero para um local incontornável naquela zona. Disse-me o dia e a hora e, caso eu estivesse interessada, disponibilizou-se para me comprar os bilhetes.
Suponho que deva ter ficado a pensar que sou mentirosa quando lhe disse que tenho o dinheiro contadinho até ao final do mês, que não tenho um euro para gastar nem para ir ao médico, que trago comer de casa e me permito beber dois cafés por dia, nada de revistas ou jornais, à excepção do maldito tabaco, cujo consumo vem encolhendo e é feito em casa. Lá deu a entender que eu não precisava de ser assim tão radical, que a vida está má e outros eteceteras que repetimos com toda a gente todos os dias. Ou seja, achou mesmo que eu exagerava e eu adorava ter exagerado…
Mas se vou ficar à espera que me contem como correu a coisa, que correrá magnificamente pois está lá ela, não tenho dúvidas, arranjei outra estratégia para me livrar de Leonard Cohen que vem a Portugal no próximo mês.
Nunca o vi ao vivo – não sou nada festivaleira nem concerteira – mas se há alguém que eu amava ver num concerto, é ele.
Não fui ver o preço dos bilhetes, nem vale a pena, mas tentei descobrir um qualquer concurso onde possa ganhar uma entrada. Não encontrei.
Resolvi então ligar-me ao youtube durante o dia inteiro, coisa que venho fazendo desde domingo, obrigando-me a cansar desta voz que é uma das minhas paixões eternas. Até agora ainda não consegui, mas quem entra aqui no gabinete repetidas vezes já me pergunta se isto é promessa.
Não desisto… pode ser que resulte.

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