segunda-feira, 21 de abril de 2014

A grande banhada

Se bem me lembro, a última vez que tinha ido ao cinema tinha sido em Agosto. Por insistência do Duarte fomos há uns dias ver Noé, a maior banhada da história, e não é por meter água, é mesmo por não valer um caracol, muito menos os supostos dois que viajaram na arca.
O sexy Russel Crowe cuja presença ajudou à nossa decisão de ir ver este e não outro filme, é uma decepção, e aparenta estar a ser dirigido por um Manoel de Oliveira em câmara lenta, partindo do princípio que os filmes de Oliveira são recheados de acção e movimento imparáveis!
As unhas da mulher de Noé são invejáveis, lindas, limpas e com um verniz protector que aparenta ser de qualidade, lamentavelmente não mostram onde o foi comprar. Da mesma forma, tem umas sobrancelhas impecáveis, o que não é de estranhar pois já reparei que a temática bíblica é consistente nas sobrancelhas arranjadas.
O melhor de tudo são os Transformers, estes em pedra, com vários braços e capacidade de dar porrada e tudo e a todos, nomeadamente aos humanos, pasme-se, que Noé e os filhos encontram várias vezes e dos quais fogem como se eles fossem de outra raça, ou sei lá.
O filme é lento, chato, parvo, sem qualidade de interpretação e lembra muitos outros filmes, como se fosse copiado; tem uma cena ou outra cujos efeitos especiais valem a pena, sem serem deslumbrantes, mas no essencial, se não metesse tanta água era uma seca, assim, é uma banhada.

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